Primeiro passeio da classe do 4º ano – 28 de agosto de 2009.


Depois de ter vivenciado uma época muito rica: “As profissões primordiais”, as crianças foram conferir de perto o trabalho de alguns destes profissionais. Acompanhando os alunos estavam: D. Liliza, professora da classe, D. Jeannette, mãe da aluna Jade e D. Valéria, professora de Euritmia e Educação Física.foto 2
A primeira visita foi ao Centro de Artesanato do Iguape onde as rendeiras manejavam com destreza seus bilros. As crianças experimentaram a arte tentando trançar  linhas, jogando os bilros para lá e para cá. As rendeiras explicaram que os bilros são confeccionados com uma madeira muito resistente; o pau ferro, e os alfinetes que prendem a renda às almofadas são na verdade espinhos de mandacaru. Conhecemos ainda outras variedades de rendas: filé, labirinto e renascença. Ao final da visita as crianças dedicaram um poema de Roseane Murray às rendeiras, que se emocionaram muito com a homenagem.
fot 3A parada seguinte foi num engenho de cana de açúcar. Vimos a plantação de cana e todos quiseram moer a sua enquanto os outros recolhiam o saboroso  caldo.  Observamos os tachos fervendo sobre um imenso fogão à lenha e o suco se transformando até engrossar e ser colocado em formas de diversos tamanhos, de onde saiam depois como rapaduras.O povoado de Moita Redonda foi o próximo destino. Caminhamos em uma estradinha repleta de olarias onde os artesãos fabricavam distintos objetos com o preto barro da região. Fomos muito bem recebidos por D. Edna que nos mostrou detalhadamente os materiais utilizados para dar forma e acabamento ao barro: um torno manual, um pedaço de pano de rede, um sabugo de milho, uma paleta de cuia, uma vareta de madeira e arame para cortar o barro. Todos confeccionaram uma peça e experimentaram girá-la no torno. Vimos os grandes fornos onde as peças de barro são assadas e de onde saem brancas, contrastando com a cor preta que entraram.foto 4
No final da estradinha chegamos a casa e ao ateliê de Tércio Araripe, artesão que confecciona instrumentos musicais em barro. Tércio tocou para nós em cada um dos instrumentos e nos contou sua origem e nome. Nossos alunos recitaram um poema de Manoel de Barros, escritor homenageado pelo grupo musical Uirapuru em seu último show: “De Barros”. O grupo Uirapuru é constituído por crianças e adolescentes da Moita Redonda e foto 5adjacências e toca sob a regência do Maestro Luizinho Duarte, com os instrumentos de barro produzidos por Tércio.   Nossos alunos cantaram e tocaram os novos instrumentos, desfrutando plenamente deste momento tão enriquecedor.

Depois de uma revigorante parada para o almoço, com direito a banho de piscina e rede na varanda, caminhamos pela Praia da Caponga em direção ao porto das Jangadas. Uma grande fileira de jangadas estava ancorada e as crianças subiram observando de perto suas velas, cordas, banquinhos de madeira, ancoras e cestos de cipó. Os mais curiosos tiveram a permissão do jangadeiro para espiar seu aposento no interior do convés e se espantaram ao saber que naquele espaço aparentemente tão pequeno cabem quatro homens. Ali eles dormem nas longas viagens e protegem-se das tempestades.foto 6Um delicioso banho de mar acolheu nossa despedida e deixamos de presente àquelas areias uma grande piscina feita a dezesseis braços por incansáveis trabalhadores: Adriana, Daniel, Jade, João Gabriel, Laura, Luigi, Victória e Yasmin.

foto 7                                       Prof:MariaLuiza

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